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THE HATE OF A THOUSAND SONS

Posted in Livros que não existem e nem nunca vão existir., Orgias Indigestas, Uncategorized on novembro 1, 2017 by josebuceta

Dark_Souls_II_Warrior

 

CRISOSSOMO’S CAVE

The Anciente Screm
of Misteries old;
You can’t perceive what wasn’t told–
What could defie
A Will So Cold?
Please, never Chaellnge Him!
You’re Death Was Foretold…

Unspicable Force Of Infinite Rage;
Beware, Brave Lad,
You Can’t Violate his Cage,
NEVER DEFY, THERE’s NO COURAGE
ENTERING THE CRISSOMO’s CAVE!

–Pussy Joe Yanappoulos

 

HATHEOLOGY – EPISODE 1: MUDERFORCE

 

“Nas profundezas dos corações dos homens, em meio à forme, à peste e à morte, pairando sobre a imensidão do abismo mais profundo, lá estava ele, pronto pra cair pra nunca mais se reerguer. Mas quem era ele? De onde veio e por que se entregou tão facilmente à desgraça na qual estais prestes a sucumbir? Se queres mesmo saber, sente-se confortavelmente, apague as luzes e prepare-se para a diversão.”

N’algum lugar do reno da Brudahvia, numa pequena vila localizada à oeste da Cidade Real, próxima ao desfiladeiro da aniquilação, do qual nem mesmo os mais corajosos dentre os homens podem retornar, havia um garoto sem nome e sem ambições, desprovido de amor, carinho ou afeto. O jovem garoto era praticamente uma não-pessoa. Ele não sorria, não sofria, não se questionava a respeito de nada e sequer ousava especular a respeito do medo. Certo dia, de repente, ele levantou de sua calma pela manhã e, sem razão aparente, decidiu que já era hora e matar alguns filhos-da-puta. Coincidentemente, havia sonhado com violência e sanguinolência (a coisa mais próxima de um sonho erótico que ele poderia ter); sonhava que corria pelo campo de batalha matando e dilacerando ao som dos gritos de dor e desesperança daqueles que jaziam sob a lâmina de sua espada; que pilhava cidades inteiras, que tomava e humilhava. Todas as mulheres eram suas, jovens, velhas , infantes; puras ou impuras, belas ou barangas; sonhou que os homens existiam para servir-lhe, fosse como escravos ou soldados e se nem pra isso viessem a prestar, que ao menos o ajudassem a testar a lâmina de sua espada. Em seus olhos um vazio profundo e desesperador como o olhar de quem viu, pessoalmente, o Senhor das Trevas; de quem foi e voltou do maxilar da insanidade. Estava ali profetizado. Ele, dentre todos, foi escolhido para a grandeza, e ai do Mundo! Ou ao menos assim julgava.

Notou que havia algo de diferente sobre o criado mudo no qual guardava os corações dos animais que estripava quando dava na telha. Havia ali uma carta. Estranhou a coisa e pensou consigo; ninguém ousava ter com ele desde que todos ficaram sabendo que ele praticava asfixia auto-erótica com prostitutas deficientes, portanto lhe intrigava o tipo de pessoa que ousaria enviar-lhe algum tipo de recado. Seria uma ameaça de morte? Dificilmente. Sabia que ocultava seus rastros como ninguém, e que jamais alguém poderia acusar-lhe de nada que fosse motivo para violência, ainda que suas imoralidades sexuais fossem conhecidas por todos e mesmo admiradas por alguns.

Ele pegou o envelope, mas ao tentar abri-lo, notou que não havia selo. Ainda assim, aquilo estava selado de alguma forma. Teriam descoberto a respeito do líquido viscoso e colante que ele havia inventado por acidente ao tentar sintetizar um novo tipo de droga letal? Dificilmente, provavelmente tratava-se de magia. Coisa para preguiçosos, julgava ele; as ciências eram muito melhores, pois provinham puramente do esforço humano, sem a necessidade de recorrer às forças ocultas e diabólicas do anti-mundo. Fosse como fosse, o que quer que houvesse dentro daquele envelope lhe parecia digno de sua escassa atenção.

Tratou de rasgar o envelope com os dentes–podia ter usado os dedos, mas sentiu-se estimulado a agir violentamente sem razão alguma–, retirou o pequeno papiro de dentro dele, desdobrou-o impacientemente e, por fim, pode ler a estranha mensagem:

“Levante! Avante! Doravante! Como estais, meu pequeno? Deve estar se perguntando quem sou eu e o que eu teria de tão importante para lhe dizer. Pois bem, esta é uma carta muito misteriosa mesmo! Pois saiba que você foi escolhido por mim (seja lá quem eu for) para uma incrível e alucinante aventura. Eu quero que você invada o Palácio Real e mate o Rei Roberto. Por que você faria isso? Porque seria deliciosamente excitante e divertido! Ora, acha que ninguém sabe a respeito dos teus sonhos eróticos envolvendo morte, miséria e destruição? De mim nada se pode ocultar. Agora vá, cumpra o seu destino! Mas antes, olhe debaixo do seu colchão. Encontrará mil moedas de ouro esperando por ti. Faça o que bem entender com elas, mas eu, particularmente, recomendaria que você se equipasse para a missão. Já pensou na variedade de tipos de instrumentos da morte que tu poderias adquirir com tanto dinheiro? E ainda lhe sobraria o suficiente para comprar uma mansão no coração da selva, alguns instrumentos de tortura e algumas virgens recém-saqueadas de algum vilarejo do outro lado das colinas. Se tal perspectiva lhe apetece, saiba que após cumprir sua tarefa, terá muito mais do que isso.

Graciosamente, seu melhor amigo e pai, Astolfo”.

Não estava surpreso, porém não propriamente satisfeito. Cresceu ouvindo que filho feio não tem pai, e mais feio do que ele era difícil de se encontrar. Fosse como fosse, o dinheiro estava mesmo ali, debaixo de seu colchão, o que confirmava a autenticidade da proposta, porém matar um rei era algo que nunca havia passado pela sua cabeça. De fato, o assassinato de monarcas era tido como o maior dos pecados, pois quem quer que o ousasse colocava em risco a estabilidade política de toda uma região, podendo gerar conflitos sangrentos e intermináveis e causando a morte de milhares e tal perspectiva lhe era, por deveras, apetecível; no entanto, dadas as dificuldades intrínsecas da tarefa, achava-se incapaz de tal feito. Sabia, porém, que com um montante de dinheiro como aquele, nada era impossível, mas as coisas não batiam. Quem quer que dispusesse de uma quantia financeira tão imodesta era mais do que capaz de pagar por assassinos profissionais, acostumados a este tipo de coisa e com maior chance de sucesso; diabos, podia contratar até um exército inteiro! Seria mesmo uma mensagem de seu pai? Não, não mesmo, pois era muito feio! Quaisquer que fossem as razões, concluiu, a oportunidade estava ali, era pegar ou largar. Iria fazê-lo, pensaria no resto depois.

Pegou o tanto de dinheiro que achou que precisaria naquele momento, vestiu-se como a melhor roupa que dispunha, banhou-se duas ou três vezes pra tirar o cheiro de sangue de porco das axilas, despediu-se da criança bastarda que mantinha em cativeiro em seu porão e saiu rumo à sua grandiosa jornada. Estava decidido a mudar de vida; deixaria de ser um sádico pobre para se tornar um sádico rico e poderoso, sob a benção de Crom tornar-se ia motivo de desespero dos fracos e dos oprimidos. Sigam-lhe os maus!

 

EPISODE 2: AGAINST THE WORLD WE STAND! A TALE OF A THOUSAND SINS

 

Já era tarde da noite quando o inominável deixou seu lar. Poucos antes de partir, porém, decidiu que não podia deixar sua casa sem antes limpar a sujeira. Degolou sua mãe, Fiona e o agregado da família, de nome Zógi, com o qual ela mantinha uma relação extraconjugal. Amarrou os corpos em posição de coito e guardou-os no armário. Queria ter tido mais tempo para humilhar seus cadáveres, mas foi o que deu pra fazer; queria sumir de forma sorrateira, de modo que ninguém notasse.

Caiu na estrada. Lá estava novamente, sozinho consigo mesmo, livre das amarras da sociedade, pronto para fazer o que quer que desse na telha. À sua frente, um único objetivo: matar o rei e seu reino. Era comum que lhe dissessem para evitar as estradas à noite, pois toda sorte de criminosos espreitavam na escuridão, mas eles não os temia de modo algum. Muito pelo contrário; sentia-se mais à vontade ao lado de gente má e desonesta do perto da maioria das pessoas. Não que se identificasse com eles, apenas os respeitava mais do que aos covardes que se metiam muro adentro das fortalezas de reis e rainhas temendo o caos e a incerteza do mundo afora, incapazes de perceber que não havia nada de bom à sua espera naquela vida medíocre de serviçais imprestáveis que não podiam lhe despertar nada senão o mais puro ódio—mentira, ódio não era algo com o qual estava familiarizado; não, tudo que fizera até o momento foi feito de acordo com aquilo que desejara. Apesar disso, porém, não se pode dizer que se tratava de um desejo forte e irrestivíel, uma tentação incontrável e angustiante que lhe fazia agir viciosamente em virtude de saciá-lo. Tratava-se apenas de um reflexo circunstancial, uma adversidade da existência através do qual lhe era possível exercitar o resquício do sopro de vida divino que ainda lhe restava. Se obecedia a este impulso primitivo, o fazia tão somente porque ignorá-lo seria entregar-se à inércia, e se algo lhe causava desprezo, sem dúvida era a inércia.

Amanheceu. Já haviam se passado dois dias que abandonara o tédio do pequeno vilajero no qual crescera ao lado de sua desprezível mãe (que os Deuses a tenham). Nesse meio tempo, acumulou uma boa quantia extra de dinheiro, suprimentos e equipamentos assaltando viajantes desprevinidos e mercadores—recordava até de ter cortado o pescoço de um sodomita que se metera a foder uma cabra em meios aos arbustos tarde da noite. Teria achado engraçado, se já não tivesse feito isso umas duas ou três vezes, porém reconheceu o próprio gênio ao recordar que sempre arranjava algo pra morder no ato, evitando assim gritos de prazer que pudessem atrair larápios.

Planejava fazer uma pequena parada em Caminet, um grande mercado ao ar livre que ficava próximo ao litoral, no qual se podia comprar e vender qualquer coisa. O local era cheio de Djenitas, o povo mais desgraçadamente avarento que já andou pelas terras brudavianas. Isto o tornava particularmente degradante, mas havia ali muita oportunidade e, sobretudo, muitas armas contrabandeadas das quais poderia tirar proveito. Com o montante que recebera do sujeito que alegava ser seu pai, era possível converter-se numa máquina de matar e tanto em um lugar como aquele.

Enquanto organizava as próprias ideias, sentiu um cheiro forte de carne assada vindo de algum lugar próximo de onde estava. Ainda que estivesse escondido em meio à folhagem, temeu que se tratassem de tropas Talmurianas—dois dias antes de ir embora de casa, ouviu alguém comentar que a temível Legião Fantasma já avançara o suficiente para dentro do território brudahviano, o suficiente para causar pânico aos habitantes das pequenas vilas periféricas que rodeavam a capital. Era uma guerra tola que não o interessava nem um pouco, mas era preciso tomar cuidado, pois não existe nada mais imprevisível do que a crueldade de homens a serviço de uma coroa real e ele não estava disposto a fazer parte das piras humanas que se erguiam nessas épocas. Tratou de se fastar dali o mais rápido que pode.

Enquanto esgueirava-se apressadamente floresta adentro, cruzou com o que parecia ser uma caravana de refugiados. Haviam ali dois homens altos, uma criança e três mulheres de media idade. Os homens caminhavam à frente, puxando os jumentos, enquanto as senhoras e duas crianças iam junto sobre a carroça. Um dos moleques, no entanto, não estava disposto a ficar parado e tentava acompanhar o passo dos homens mais velhos. Ainda que andassem devagar, todas as suas pernas estavam em bom estado, ao passo que o garoto tinha um terrível ferimento de lâmina na coxa esquerda, um grande corte que ia do quadril até o joelho. Estranhamente, ninguém parecia se importar com aquilo, o que não era, de todo, esquisito, considerando o caos que deviam ter presenciado horas ou dias antes.

O incógnito até pensou em assaltar-lhes pra ver o que podia acrescentar à sua pilhagem, mas logo descartou a possibilidade quando pode olhar mais profundamente dentro dos olhos do garoto; era como se as suas pupilas tivessem abandonado seus globos oculares por completo, entregando-o à branquitude cadavérica das aparições diabólicas, mas não havia branco ali, apenas um forte azul fosforecente aterrorizante. Seus dentes não eram como os de um homem normal de maneira alguma, tornaram-se como pontas de espada; sua pele não parecia pele, pois embora fosse tão elástica quanto uma pele normal, não causava essa impressão, pois possuia uma testura incomum, quase como a de um cristal de âmbar. Ele não teve medo–nada o assustava–, mas ficou curioso, tão curioso que não se moveu quando notou que a criança o fitara diretamente e estava ali, observando-o estática feito uma assombração. Assim que se deu conta disso, sacou a espada e pôs-se em posição de combate. O garoto, porém, não reagiu. Ao invés disso, tomou o seu caminho normalmente e passou a ignorá-lo por completo.

Ele nunca havia visto nada parecido ou mesmo ouvido falar de algum folclore que se assemelhasse àquela maluquice, mas sabia que o que quer que fosse, era algo muito sério e ameaçador e que, a partir daquele momento, tudo iria mudar.

 

 

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Distúrbio Cacetecinético Rotativo Avassalador

Posted in Livros que não existem e nem nunca vão existir. on agosto 12, 2011 by josebuceta

Nota: esse post estava uma merda, então, pra não criar um outro post sem necessidade, resolvi editá-lo mais uma vez. Contudo, ao contrário do que fiz antes, registrando uma ideia de pouco valor, retomarei o velho hábito de escrever diálogos fora de contexto. No entanto, desta vez, eu lhes darei uma ideia do que está a acontecer:

Na última semana–aproxidamente no dia 10, se não me falha a memória–, gastei o meu precioso dinheiro e alguns créditos do meu cartão de ônibus indo até o Centro da Cidade marcar presença na BGS 2011. Ao contrário do que eu esperava–talvez por vir acumulando espectativas desde novembro do ano passado–, o evento foi uma boa merda. Voltei para casa cheio de frustrações, salvo um pequeno ocorrido: enquanto caminhava à paisana por aquelas instalações precárias e nada empolgantes, avistei um estande curioso. Nele, havia uma enorme tela de LCD, onde estavam a exibir um jogo muito parecido com Silent Hill. Mesmo sabendo o quão improvavel isso seria, por um pequeno instante, tive esperanças de que encontrar, alí, a versão demonstrativa do jogo Silent Hill: Downpour, exposta na E3 do mesmo ano. Ao contrário do que eu esperar, o que eu encontrei, no entanto, foi um grupo de desenvolvedores imaturos, que, aparentemente, estavam a investir esforços no desenvolvimento de um jogo do subgênero “survivor horror”.

Não preciso dizer que isso, quase que imediatamente, chamou a minha atenção. Eu fiquei bastante entusiasmado com o que estava vendo–por mais vergonhoso que seja, era a primeira vez que eu tinha um contato direto com um grupo de desenvolvimento de jogos, mesmo que este fosse um tanto quanto aloprado.

Conversa vai, conversa vem, fui fazendo uma série de perguntas a respeito do jogo, sobre o que ele tratava, quais eram as pretenções de seus desenvolvedores e quais eram as ideias para torná-lo um produto “único”. Tão logo vieram as respostas, espantei-me com a falta de visão daqueles jovens. O que poderia vir a ser, com um pouco de esforço e criatividade, algo relevante, em instantes perdeu-se numa iniciativa mais apaixonada do que racional. Eles, aparentemente, não tinha muita noção do que queriam fazer, e esforçavam-se na tentativa de captar um pouco de outros jogos para que pudessem construir a sua quimera sem alma e sem coração.

Como era de se esperar, gastei um tempo considerável instruindo os coitados. Não que eu possa dizer que sou um grande analista de jogos, cujas ideias superarão os paradigmas da indústria, mas ao menos eu tinha uma visão–pretenciosa demais, admito. Devo ter dado ideias o suficiente para se fazer uns trocentos milhões de jogos ou mais, não sei (e, cá entre nós, isso é um tanto quanto irrelevante agora).

Mesmo sem a garantia de que eles assimilaram bem minhas palavras, d, aquele exercívio serviu para alimentar o pouco de criatividade que ainda resta nesse meu corpinho moribundo.

Entusiasmado pelo meu discurso, tive um monte de ideias interessantes. E é me baseando em uma delas, que vos escrevo estas linhas de diálogo:

–Recebeu a minha ligação?
–Bem… acredito que sim, tendo em vista que nós estamos conversando agora… pelo telefone.
–Não esta, idiota! A outra.
–Que outra?
–Pelo visto não recebeu… isso é mal.
–Que seja. O que você quer? Seja breve, eu geralmente não consigo entender um terço das coisas que você me fala.
–Eu recebi os papéis que você me enviou.
–Sobre a minha nova paciente?
–Não, sobre a sua mãe. Ora bolas, mas é claro!
–Eu acho que você está um tanto quanto estressado hoje. Geralmente só quem me trata como lixo nas segundas-feiras é a minha mãe e os meus cachorros. Minha mãe, ligando para dizer que não tem nenhum orgulho da minha profissão e meus cachorros cagando em meus sapatos.
–Bem feito. Quando eu disse pra você se livrar dessas porcarias, você não me deu ouvidos! Agora aprenda a lidar com seus sapatos cagados.
–O que quer que eu faça? Eu não posso simplesmente colocá-los no vôo mais próximo pra Coréia do Sul!
–Meta-os num saco e jogue dentro de uma lixeira! Dentro de algumas horas terão sufocado até a morte e seus sapatos estão livres desse sofrimento. Mas chega dessa história de fésis, eu tenho algo importante pra lhe falar.
–Pois então fale.
–Você precisa se livrar dessa garota, ela é problema. Ouça bem o que eu digo: essa vagabunda vai acabar com a sua vida, livre-se dela o mais rápido possível, da forma que for! Esqueça esse tratamento idiota, ele não vai dar em nada. Você não está em condições de ajudá-la e, se insistir, vai colocar a merda da sua vida em risco.
–Olha só que curioso, alguém que se importa com a minha vida… Quisera eu que não fosse um cara com bodelands. Olha, Jake, eu fico lisongeado por ter conquistado o seu afeto, mas, infelizmente, eu sou hétero. E, além disso, não do meu feitio abandonar meus pacientes–você entende bem o que eu quero dizer. Me ligue novamente quando tiver informações menos nebulosas, eu tenho umas consultas marcadas e não posso me atrasar.
–Não desligue, sua capivara! Eu tenho trezentas páginas de informações aqui, não vou lhe falar tudo pelo telefone! Se você quiser mais informações, venha até mim que eu lhe entregarei tudo, ok? Tudo!
–Eu não sou assim tão burro! Me lembro bem do que você fez com a sua ex namorada. Não quero passar o meu final de semana trancafiado em um porão, cheio de ematomas. Estarei mais confortavel “em perigo”.
–Tsc… merda, você é um babaca, sabia? Eu estou tentando salvar a porra da sua vida e é assim que você me trata? Quando eu te encontrar, eu vou enfiar essa papelada bem no meio do seu rabo, cê tá me ouvindo? Você vai vomitar cada página dessa merda, uma por uma, e vai ler todas elas, uma por uma, tá me entendendo? Uma por uma!
–Acho que seria mais prático se você me enfiasse por e-mail…
–Como assim e-mail? Que e-mail o quê? E-mail porra nenhuma!
–Não é assim tão complicado, basta escanear as páginas, como num aparelho de fax.
–É tão fácil assim?
–É.
–Tudo bem então! Eu vou pedir pra Jane me ajudar com isso, ela entende bem essas máquinas.
–Contanto que você não tente agredí-la, por mim tudo bem. Tenha um bom dia, Sr. Jake. E não se esqueça das pílulas, elas estão na terceira gaveta ao lado do microondas.
–Eu me lembro das malditas pilulas!
–Sei…

As Amarguras de um Jovem Anarcristão

Posted in Livros que não existem e nem nunca vão existir. on fevereiro 1, 2011 by josebuceta

Este é um livro surpreendente. Situado num período imaginário ocorrido entre o período colonial e a segunda guerra mundial, ele nos leva por uma trajetória retardada por uma Europa Central corrompida pelo sistema patriarcal e os cientistas malucos. E no meio desse lugar absurdo, nosso protagonista, Joãozinho Vinte e Dois, o XI rei da pérsia, se vê aprisionado numa curiosa catacumba alienígena de quinze metros de comprimento. Lá, ele deve se valer de suas habilidades acrobáticas e de sua lábia fenomenal para superar os mais variados desafios, que vão desde de roubar um pelo da buceta de uma falecida idosa até se masturbar com um dildo dentro da Uretra.

Escrito pelo veterano Maxwell Roriugui, As Amarguras de um Jovem Anarcristão é um sucesso de público e crítica na Guatemala. Uma pedida e tanto pra se ler cagando.

Pau no Cu do Mundo: Uma Odisséia Peniana

Posted in Livros que não existem e nem nunca vão existir. on fevereiro 1, 2011 by josebuceta

she's got the lookNeste livro sueco, escrito e dirigido pelo compositor Hammer Astatoth, temos a  a história de um marinheiro homossexual que, ao descobrir que estava morrendo de cífilis, resolve viajar pelo mundo em busca dos cacetes mais saborosos. Mas no meio do caminho, após ser assaltado, espancado e jogato pra morrer numa gruta nuclear da era sociética, ele acaba por encontrar uma jovem de doze anos chamada Luise, quem salva a sua vida. Conquanto passa seus dias colhendo cerejas ao ladode sua jovem companheria, algo de misterioso surge em seu interior. E como que do nada, vindo do espaço sideral, ele descobre que seu desejo heterossexual ascendendo novamente. Numa mistura de romance, sexo, MPB e mitologia celta de forma arrojada e curiosamente peculiar, este livro faz uma análise profunda dos mecanismos comportamentais utilizados pelos mamíferos primitivos.

Por fim, é um livro estúpido, munido de uma narrativa prolixa e cansativam, além de péssimas sacadas de humor, Pau no Cu do Mundo: Uma Odisséia Peniana é um livro terrível e você deve ficar longe dele caso queira preservar a sua racionalidade.