Quando Nietzche Gozou

Quando Nietzsche chorou

Houve um tempo, bem longícuo, ardoroso
Onde um homem, a sós consigo adorou
Uma doutrina meio estranha, algo complexa
Que, sozinha, se proliferou, mesmo perplexa

Esse homem, dito santo, Super Homem
Sonhou com ritos, descontruções e profetas
Ao seu lado, jazia um vidro de tarja preta
Talvez nele houvesse o segredo de sua avareza

Ele tentou, pensou, refletiu
E ao cansar-se mandou tudo pra puta que pariu
Se o seu amor, como o fél, nada valia
Por que não entregar à maresia?

Em seus sonhos, então, enclausurou-se
Não mais valia tanta dor algo superflua
A partir de então sua vida seria perversa

Aliou-se à corrente do mal
Construiu uma máquina colossal
Em seu topo jazia todo o controle
Escalou-a como sendo uma torre

Plantou nele todas as suas esperanças
Funciona sob a dor das lembranças
Das vadias, eunucos, pensadores e veados
De vidas medíocres e igualmente fado

Tudo seria então destruido de vez
Não haveria mas pra vocês
A física de sua arma era fulgaz
Violenta, idestrutível e eficaz

Disse adeus esse mudou e gritou:
Nunca, jamais saberão quando Nietzhe chorou!
Quando Niezche chorou…

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