Encontros e Desencontros Entre Um Ninja Preto e um Canibal

novecentos quilos de porrada–Se nós tivéssemos nos encontrados há menos tempo do que isso, pode ser que eu me referisse àquele larápio filho d’uma parteira da seguinte forma: um grande filho da puta folgado e inescrupuloso cuja fama e fortuna consistiam em se aproveitar de velhas virgens–de alma–e milionárias, apostas duvidosas e outros meios ilícitos de se ganhar a vida. No entando, pra quem não acredita na boa e velha fábula onde se contam das pessoas redmidas, esta aí um bom argumento para contrabalancear suas ideologias; e este ponto (valorosíssimo ponto, se me permite dizer) é a figura soturna, porém audaz, de Nimurai, o misterioso Ninja Preto.
Tudo começou numa vilazinha humilde localizada no norte da Europa, coberta por uma vasta vejetação graciosa. Ela cobria longas distâncias de terra, forrando a região com sua beleza esverdeada, típica do Silean. Também haviam animais divertidos no mato e todos os outros tipos de coisas chatas que você encontra na Europa, exceto–talvez–alguns sociopatas metidos e maníacos com motosserras. Há quem diga que todos estes maneirismos do destino serviam para atribuir ao local um certo adorno de filme B adolescente ou talvez alguma espécie de sadismo simplório e escatológico, o qual levava os maus espíritos à loucura, mas a grande verdade disso tudo é que o localzinho não tinha culpa de ser assim; ele era e pronto, e não importava nenhuma análize sociológica ou teoria de psicanálize , pois, naquela época, tudo isso não passava de futilidade acadêmica, algo com o qual os playboyzinhos da capital se gabavam e faziam pose (pois é, não haviam carros zero quilômetro e nem MP20’s). Mas retomando o assunto, eu não vim aqui para falar de nada disso. A minha intenção é narrar-lhes a trajetória oculta do caminho Shinobi e desbravar as infinitas terras idealistas que formam o ideal do ninja moderno: uma espada bem longa (de preferência uma Katana, embora esta não seja a arma preferida dos ninjas), roupas estilosas, carinha de malvado e, claro, um poder de luta de MAIS DE 8000, sem margem para erros relacionados à aparelhos que supostamente estão quebrados.–disse Lambert.
–Espera…
–Qual foi?
–Do que diabos você está falando afinal?
–Olha, sendo sincero, eu não tenho ideia. Mas eu já devo ter lhe explicado algumas vezes o porquê dos meus lapsos criativos aleatórios.
–Ah, sim… aquela coisa que enfiaram na sua cabeça. Talvez fosse uma boa ideia aproveitar esse seu “talento” para trabalhar a ficção.
–Seria uma excelente alternativa, meu caro amigo John. No entanto estes lapsos são incontroláveis. Eu simplesmente entro em estado de transe e começo a relacionar centenas de informações aleatórias, enquanto vomito ideias pela boca sem contexto algum.
–Compreendo. Deve ser desagradável pra você.
–Nem tanto! Tem gente que acha engraçado. E eu gosto de fazer graça.
–Dá pra perceber.
–E então, o que você tem feito ultimamente?
–Além de dar uma escapada pra beber com você? Pouca coisa. Na verdade eu tô meio paradão…
–Sério, mano? Pensei que você tinha se ajeitado lá naquela parada da N.S.A.
–Fui temporariamente afastado de campo. Algo “aconteceu” e eu não soube lidar com isso, então eles decidiram que eu deveria ficar de bobeira por uns tempos pra esfriar a cabeça… Procedimento padrão.
–Mais parece que eles tão te enrolando.
–Provavelmente. Mas e daí? Eu já estava ficando de saco cheio de caçar aberrações.
–Era um serviço legal. Eu adoraria participar de algo desse tipo. Apesar disso, eles preferem me pagar uma miséria de aposentadoria! É uma vida injusta, John; muito injusta.
–É o que a vida reserva aos veteranos.
–Ainda bem que cê escapou dessa…
–Do exército?
–Pois é! Logo arrumaram uma coisa mais foda procê fazer. Já eu fiquei fodido… E ainda fui obrigado a assinar aquele bagulho de silêncio.
–Não me admira. Do jeito que você fala, em poucas horas todos os segredos da segurança nacional já estariam viajando pelo país na velocidade da conversa. E tudo pelo qual lutamos estaria ruindo diante de nossos olhos.
–Não seja exagerado, estamos falando apenas de alienígenas.
–Alienígenas não, monstros do espaço.
–Isso mesmo, monstros do espaço! É uma coisa pra botar medo no coração de um homem honesto.
–É… pode ser.

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