Como trollar à moda otaku (fogo contra fogo) PARTE 01

poder de luta
POR ALINE

Estamos aqui, prontos para mais uma sessão CHUPICARETA na caxola. Como já fi feito numa outra vez, cá estou eu, novamente, entrgando-lhes uma obra literária transcedental que não foi produzida por nenhuma das capivaras humanas que compõe a equipe deste fórum. Em outras palavras, estou querendo dizer que não fui EU quem escrevi, afinal só eu posto nessa merda. Mas deixando todas estas formalidades de lado e evitando termox xulos, temos aqui um pedaço de arte escrito pela renomada arqueóloga forense Enbokyoky Aline. Como todos os seus trabalhos anteriores, este não poderia ser o melhor. Temos um apurado científico bem estruturado e preciso, fruto de décadas de estudo do comportamento humano e reflexões aleatórias adornadas pela música de algum compositor clássico. Espero que se divirtam.

Este guia ensina como trollar (e como não cair na trollada) de uma forma que só um otaku faria. E sem precisar apelar pra técnicas haters, como xingar a mãe ou falar que comeria o trollado de ladinho. Keep classy.

– Pergunte à vítima se conhece Evangelion. Se disser sim, pule para o próximo ponto. Se disser não, recomende a ele, inclusive dizendo que não assistiu The End of Evangelion (minta, se necessário), mas que dizem que é bom. Você terá três possíveis reações: a do otakinho crente, que depois de assistir tudo, chegará iludido e falará que você não está seguindo o caminho de Cristo e que este anime é uma afronta à Palavra; a do otakinho n00b, que vai falar que foi nojento, mas legal e vai começar a formular teorias e imaginar coisa que não tava lá, tipo como seria se o “Itigo Curozaque” estivesse lá; e a de outro troll, que provavelmente leu este artigo e vai te chamar de n00b por não ter assistido TEoE (ou talvez ser um pouco menos troll e te aconselhar a não assistir, mesmo, que é perda de tempo e pans).

– Se confrontado com qualquer discussão de qual anime é melhor, diga que qualquer coisa do Osamu Tezuka é melhor (o que vai ser verdade na maioria dos casos). Mesmo que você só tenha assistido remake do Astro Boy no Cartoon e Black Jack no Animax, você ainda terá assistido mais produções Tezuka do que 90% do público otaku brasileiro. Não se esqueça de frases e ditos como “Mas Osamu Tezuka é o criador de ambos mangá e anime modernos!” “Mas cara, ele era amigo do Maurício de Souza, tem como errar nisso?” “Ele também fez hentai, ele era multi-gênero, tem como ser mais épico?” Claro, não se esqueça de dar facepalm toda vez que um narutard disser que não quer saber quem é Osamu Tezuka e que Naruto é o melhor.

– Se vierem com discussões pseudo-intelectuais sobre Ergo Proxy, Casshern Sins, Elfen Lied, Serial Experiments Lain, Digimon Tamers, Evangelion e Paprika (entre outros, mas esses são os mais comuns de ter pseudo fangirleando e falando baboseira), crie uma discussão sobre a profundidade da obra de Shin-chan e como esta argumenta sobre a família japonesa moderna e a corrupção infantil pela mídia. Ou pegue alguma outra série que nunca foi tida como séria (tipo Lucky Star) e invente algum argumento pseudo-intelectual para esta (não importa se vai fazer sentido ou não, o que importa é que tenha a ver com a temática do anime; sei lá, falar sobre influências negativas da cultura otaku na vida da Konata ou algo assim). Vejam pseudos se morderem de raiva e depois, como os maria-vai-com-as-outras que são, começarem a ponderar se é isso mesmo, só pra depois que começarem o argumento, você trollar novamente e disser a eles que não existem questões profundas sobre este anime, que você só tava de brinks. Isso pode ser perigoso, eles podem querer enfiar um iPod em seu orifício anal, mas o que importa é deixá-los mais confusos do que um Spinda bêbado numa luta contra um Zubat e um Butterfree.

– E falando em Pokémon, capture os pokemons mais inúteis que você puder (Magikarps, Bidoofs, Luvdiscs, Dunsparces, a lista é extensa). Daí, coloque-os para troca. Peça um pokémon lendário (ou um muito raro, tipo um Farfetch’d, um Misdreavus ou um Surskit) shiny em troca. Quanto mais inúteis forem os pokemons que você oferecer nas trocas “n00b”, mais pokefags você irritará.

– Fale sobre DBAF. Se for otaku velho de guerra, tente agir o mais n00b que puder, fingindo ter entrado na internet ontem e não ter aprendido que era só uma pegadinha de 1º de abril; isso geralmente irrita, e muito. Se for otakinho n00b, dê todas as infos falsas e invente mais algumas, faça como se tivesse voltado no tempo e estivesse trollando algum interneteiro brasileiro de 13 anos em 1999. Depois que o n00b cair na pilha e procurar em todo o lugar sobre DBAF, mostre o artigo traduzido da Encyclopedia Dramatica a ele e faça um trollface épico.

– Comece a comparar Vocaloids em comentários do Youtube. Escolha os Vocaloids que soem mais nada a ver um com o outro e comece a dizer que a voz de um soa como a de outro (Tipo Len e Piko, por exemplo, ou Lola e Kaito). Observe os Vocafags se irritarem e começarem a fazer ragefest. Faça uma trollface que chegará às estrelas. Para efeito mais impactante, ainda diga que a música que tal Vocaloid está cantando é uma bosta, não importa qual seja, ou se você gosta dela.

– Comece a reclamar de character designs de animes e games que são aclamados por causa destes. Diga que as mahou shoujos são genéricas e que Sailor Moon fez melhor, ou diga que poderia fazer melhor no Paint. Toda vez que começarem a falar de character designs de Final Fantasy, comece a dizer “belts and zippers”, isso nunca falha (e é, de certa forma, uma verdade irrefutável). Aponte como o laranja da roupa/cabelo do personagem principal desse shounen overrated (diga que é overrated para efeito mais impactante) cegaria uma águia, se essa pessoa existisse IRL, e no final, comece a duvidar da preferência de character designs de dating sims, em especial os que envolvem meninas em uniformes escolares.

– Compare J-rock, J-pop, K-rock e K-pop a pop e rock ocidentais. Diga que o rock ocidental soa melhor e que o pop ocidental é igualzinho ao oriental, até nas esquisitices. E ainda jogue que você acha que tais gêneros japoneses e coreanos soam todos iguaizinhos (mesmo que você discorde em parte). Daí, ainda diga que produtores amadores de Vocaloid conseguem fazer melhor com menos dinheiro e profissionalismo, e isso porque as cantoras são “robozinhos que cantam”.

– Critique qualquer anime exatamente como um crítico de cinema critica filmes. Qualquer um, mesmo. Até Satoshi Kon. Sim, eu fui aí.

– Compare Crepúsculo a shoujo, apontando as semelhanças. Pontuação bônus se o shoujo em questão é Vampire Knight ou envolve criaturas místicas. Pontuação maior aínda se for uma série de vampiros, lobisomens ou criaturas míticas que nem é shoujo (tipo Inuyasha).

Se depois de tudo isso a comunidade otaku brasileira não te banir de qualquer evento de anime ou não quiser simplesmente o endereço da sua casa pra tirar seu escalpo pra fazer cosplay com o cabelo, eu acho que farei a parte dois. Sugestões?

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Uma resposta to “Como trollar à moda otaku (fogo contra fogo) PARTE 01”

  1. Já estou pondo em prática. Muito obrigado pelas dicas!

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