Contradições Reprodutivas: Um Apurado Científico do Porquê Vocaloids são Idiotas (Parte 02)

mortal kombat
NÃO HÁ FLUXO E NEM EXPLICAÇÕES, MUITO MENOS UMA NOÇÃO REAL DOS FATOS: HÁ APENAS “A ROCHA”.

Era uma vez, no oeste dos estados unidos, um diretor de cinema muito prolífero chamado Gnarls Avery. Ele era conhecido por suas produções caríssimas–seu primeiro filme custou mais de quinze bilhões de dólares. Era a história de uma garotinha assexual e seu cachorro homofóbico, crescendo juntos num velho oeste futurístico dominado por comunistas espaciais–, seu estilo arrojado e o seu humor invejável que, por ser invejável, acabava causando inveja. Contudo, nada da vida dele importa pra essas histórias, porque as protagonistas são pessoas completamente diferentes e que provavelmente nunca assistiram um filme dele (a maior parte do seu público alvo é formado por cinéfilos retardados, também fães de Stanley Kubrick e da novela Dona Flor e Seus Dois Maridos, que também é um filme. Uma antiga lenda Yanomami fala de um livro escrito por um tal Jorge Amado. Mas eu acho que isso é uma grande mentira, porque, de onde eu venho, ninguém gosta desse tal Jorge além da mãe dele). Seguindo por um rumo explicativo mais simplório, eles gostavam muito mais do Programa do Faustão e da Eliana, além de serem grandes simpatizantes de um dos maiores gênios do humor de todos os tempos e além disso, Rodrigo Faro. Quanto à literatura, se é que isso realmente importa pra alguém, o nosso herói, Kaito, gostava muito de gibis do Batman. E era um dos grandes clássicos que ele punha-se a ler naquele exato momento importante no qual um estranho homem do cabelo rosa chamou-lhe a atenção, perguntando se uma tal Yokune Ruko morava naquele prédio.
–Que prédio? Eu não sei de prédio nenhum, respondeu o solteiro, boladão. A bichona o interrompera justo na parte em que o Coringa sentava o pé-de-cabra na cabeça do pobre coitado Robin, extraindo-lhe a vida como faria o Shang Tsung se ele fosse um vilão do Batman.
–Esse, no qual você trabalha, sr…?
–Não sabe ler o crachá não, vagabundo? Circulando.
–Eu não sei se você entendeu, mas, como eu ia dizendo, eu vim fazer uma visita a uma velha amiga. Yokune Ruko, do 103. O senhor poderia avisá-la?
–E eu tenho cara de porteiro? Olha, rapaz. Eu tô aqui, sentado, feliz, lendo a porra do meu gibi, e você vêm em encher a paciência? Eu não sou pago pra aturar vagabundo. Se tu não se mover daí nos próximos vinte e cinco minutos, eu vou chamar a polícia!
–Cara, você sofre de alguma espécie de distúrbio anti-social? Pelo amor de Deus! Vinte e cinco minutos é tempo o suficiente pra eu lhe partir a cara. Ok.. Se é assim que você quer, eu vou ligar pra ela. E saiba que a sua atitude ainda lhe será prejudicial.
–Vai ligar é o meu caralho pintado de vermelho colhendo morango na orta do Gomes. Não permitimos celulares aqui. Se quiser fazer isso, que faça lá fora, acompanhado dos passarinhos.
–Tudo bem. Mas saiba que você vai se ver comigo, seu doente mental!
–Vade retro, satanás! E pare de me encarar, eu não tô cagado. Ainda… na minha concepção de cagado.
–E qual é a sua concepção de cagado?
–Ora, pois! Tá com a cueca atolada de merda.
–Ok, ok. Eu o deixarei com a sua disposição para a leitura.

E assim, mais uma vez, o porteiro favorito da vizinhança fez mais uma vítima em meio a tantos desafortunados e infelizes. De fato, era uma personagem familiar para todas as pessoas de bem que já aporrinhou e tinha um certo carisma entre os bem humorados. No entanto, a grande verdade sobre esse indivídeo era que ninguém sabia ao certo porque Kaito agia assim. Alguns argumentavam que ele fazia por troça, que era palhaço, um sujeito de artimanhas humorísticas. Outros partilhavam da opinião do sujeito de madeixar rosadas: trava-se de um maníaco. Mas grande verdade, meus senhores, era que o nosso pequeno homem simplesmente não fazia ideia de como estava agindo. A princípio, pode não ser algo evidente para os menos perspicazes, mas, aplicado um certo grau analítico científico, em poucos minutos notava-se o leve grau de desapego social desta personalidade ilustre. E não precisava de muito: movimentos repetitivos, rugas protuberantes, uma cara de limão azedo, mal álito e um total descompromisso com conceitos estéticos atestavam cientificamente que se tratava d’um vagabundo mal comido e inescrupuloso. Nada muito diferente daquilo que se encontra n’outras camadas dessa sociedade–as mais baixas, em geral–, mas com uma pequena célula de neurose deliciosamente original e intrigante. Coisa do capeta, se você me perguntar. Infelizmente, o viadão de cabelo rosa não conseguia compreender tamanha profundidade, e isso lhe causava um certo desconforto mórbido de partir a espinha. E foi com esse desconforto evidente que ele ligou para sua amiga, Ruko, interrompendo-a no meio de um exercício sexual solitário, cujo feitio a sociedade concervadora muito condena.
–Err…. A…lô?
–Alô, Ruko?
–Ah… olá, Gakupo. O que você quer?
–Eu estou aqui, na porta do seu prédio, tendo sérios problemas com o porteiro. Acho que ele é retardado.
–O Kaito? Não, ele é um amor. Digo… quando ele toma o seu remédio. É mais uma questão de saber como lidar.
–E como supostamente eu deveria lidar com ele?
–Fale sobre pandas e… ok, espere alguns segundos, eu já estou decendo. Tente não olhar diretamente nos olhos dele, o deixa ainda mais irritado. Além disso, ele alega que provoca cócegas na nuca, e isso soa muito, mas muito irritante.
–Tá beleza então. Se você quer que seja assim, assim será.

Yokune Ruko não era do tipo disposto. Qualquer coisa que não dissesse respeito a uma necessidade imediata a deixava frustrada e um tantoindisposta. Felizmente a vida é feita de esforços, dinheiro, prazer secual, noções matemáticas e louvor aos caiapó0s, e essa noção sempre lhe coube bem. Salvara-lhe a vida uma dezena de vezes em que ela foi atravessar a rua, inclusive naquela em que alguém gritou algo sobre pênis tão alto que explodiu a vidraça de algumas lojas e matou uma velhinha retardada. Uma coisa muito doida, saiu em tudo quanto era jornal, até nos mais requintados, cheios de editoriais relevantes. Mas já faziam umas boas semanas desde que isso aconteceu e não se falava mais nisso em lugar algum, exceto, talvez, alguns programas da tarde–ocorre que eles quase nunca têm algo interessante pra mostrar, e graças a isso passam horas, semanas e meses chutando o mesmo cadáver pútredo de cão sarnento. Se você quer uma diga, não perca o seu tempo assistindo a nenhum deles. É de muito mais lucro alugar um filme pornô e passar a tarde enchendo os cômodos de esperma.

E nesse passo de biruleibe alucinado, ela desceu as escadas com pressa. No caminho, tropeçou com Kagamine Len, um moleque sem noção que gostava de se deitar nas escadas só pra ver se alguém lhe fazia o humilde favor de tropeçar nele. Tentou ignorá-lo; todos tentavam ignorá-lo. E apenas por não quererem admitir um ódio profundo que cultivavam em seus corações por aquela figura travessa, talvez louca ou profundamente problemática que, ao lado de sua irmã, aprontava altas confusões por onde passava, ele estava lá, queimando furiosamente em seus corações e gritava “VOCÊ VAI QUEIMAR NO INFERNO” para quem quisesse ouvir. Depois desse infortúnio, foi ter-se com Kaito, perguntando se ele já havia parado de se drogar e estava de bem consigo mesmo. Não preciso lhes mostrar a resposta, você, meu humilde leitor, munidod e seu intelecto, deve ser capaz de imaginar o conjunto de insultos que formaram as expressões utilizadas por essa pessoa. Mas Yokune já conhecia muito bem aquela figura de herói grego; o suficiente para não esbravejar períodos antágonos e gerar mais conflitos. Agradeceu-o pela prestatividade e foi consolar o seu pobre amigo Gakupo, que era burro demais pra perceber que, em terra de cegos, pau que nasce torto nunca se indireita, e uma menina que requebra, mãe pega na cabeça–eu acho que já usei isso em algum outro lugar. Vou fingir que não e apostar que o leitor nunca teve o desprazer de ler alguma outra coisa que eu escrevi (bem aventurado seja).

Mas onde é que eue stava mesmo? Eu precdiso parar de me deixar levar pelas coisas maneiras, sempre faz com que eu me abstraia de narrativa e, por ventura, passe a me valer de uma escrita um tanto mais polida do que outrora, apenas por ter sido agraciado com um pouco mais de paciência e enrolação. Com estas considerações, farei um esforço para recordar… Oh, sim, eu me lembro! Na verdade, era uma ocasião demasiado simples, e sem ficar fazendo rodeios, eu creio poder explicar tudo aqui, rapidamente, de forma fluida e oportuna: Gakupo teve um infortúnio com o porteiro Kaito, que decidiu não deixá-lo entrar por motivos que nem o próprio conhece. Gakupo então tomou a decisão de ligar para sua visita, na esperança de que ela se  a resolver o problema de forma pacífica. Ao receber a ligação, ainda que pouco disposta, Ruko aprontou-se para socorrê-lo. Conquanto descia as escadas do prédio, tropeçou em Kagamine Len, um moleque idiota do qual nem a mãe (por ventura, falecida–que Deus a tenha) gosta. Resolveu-se com Kaito e agora foi consolar o amigo, que não sabe sobre as coisas de paus tortos. E assim procede a trama, de forma simples, direta; sem noção e emoção:

–Kupo-chan, o que fizeram com você? Parece um pouco cansado. Você andou bebendo?
–É claro que não! Todo mundo sabe que eu não bebo. Eu só tive alguns problemas com meus clientes; coisas que eu tive de resolver da forma mais desagradável possível… Mas agora tudo já retomou a sua normalidade e, por falta do que fazer, eu decidi viir aqui lhe fazer uma visita, pois há muito não nos vemos.
–Se eu bem me lembro, nós nos vimos há cinco dias atrás.
–E você acha que é pouco tempo?
–Falando francamente, eu acho assim. Isto sem levar em conta todas aquelas conversas que nós tivemos por E-mail e os telefonemas… Acredito que mantemos contato satisfatóriamente.
–Eu gostaria que você me desse mais liberdade para efetuar o exercício da minha cara-de-pau. Mas creio que seria pedir muito.
–Não seja bobo, você faz isso de três em três dias, quando vai ao cabelereiro tratar destas suas mechas rosadas. Aliás, por que escolheu essa cor?
–É simples: achei que seria divertido andar por aí com um cabelo ridículo. Quando eu estava no primário, havia um desafio muito curioso envolvendo cortes de cabelo. Sabiamente decidi que iria reviver os velhos tempos e apostei com um amigo de trabalho que eu conseguia pegar a Nana Gouveia no carnaval de 2009. Falhei miserávelmente e tive de pagar a aposta. Mas, no final, gostei tanto que estou com esse cabelo até hoje.
–E o que explica estas roupas afeminadas?
–Isso eu uso porque eu gosto mesmo.
–Tudo… bem.  Por acaso você é bissexual?
–É claro que não. Apenas percebi que grande parte das mulheres que convivem no meu meio social se mostram mais inclinidas à socializarem-se com indivíduos de aparência homossexual. Após efetuar alguns experimentos, conclui que daria certo bancar o viadão. Você deveria tentar.
–Farei isso outro dia.
–Do que estávamos falando mesmo?
–Sobre como este capítulo chegara ao fim.
–Assim, sem explicação prévia? É mesmo ultrajante.
–Sim, mas não de pode fugir dos fatos. Voltamos daqui a alguns meses.
–É nós.

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