O Estranho Caso de James Lee Jones (parte 2)

drámole
Capítulo 2: Transformações éticas, morais, físicas e espirituais. Quando a verdade surge perante ao gigante do gelo, todos choram (inclusive você, seu derrotado). Ainda assim, ainda restam alguns poucos seres bem humorados que mantêm-se erguidos, mesmo vendo que tudo ao seu redor está sendo reduzido a um bolo de merda de proporções aristotélicas. O que fazer quanto a isso? Escrever um título ainda maior em homenagem aos que cairam.

James Lee Jones, ainda incrédulo, aproxima-se da cratera. No seu centro, ele avista uma espécie de câmara secreta, que parece aquela capsula que os sayajns usam para viajar entre o cosmos. Não, não era um sayajin. Era algo diferente, e ele pode sentir isso no exato momento em que as pntas dos seus dedos tocaram a superfície do objeto. Neste mesmo estante, uma estranha onda de enegia correu por todo o seu corpo, anunciando a mudança dos séculos: o que poderia ser aquela merda? Se foder! Mistérios são chatos pra caralho.

No meio de toda essa putaria pseudo-científica, ouviu-se o barulho de sirenes e de helicopteros. Algo estava se aproximando, e fosse o que fosse, fazia o chão tremer como uma poderosa manada de gigantes anabolizados vindos da cibéria. Jones agarrou a capsula—ela não era muito grande, devia medir um raio de vinte e três centímetros, por aí—e decidiu levá-la consigo. Aquilo podia valer um dinheiro fodido, e julgando pela sua situação, o que nosso intrépdo herói poderia perder? Absolutamente nada, posto que as situações aqui descritas apegam um enorme desapego pela vida.

Antes que pudesse cumprir o seu destino e fugir dalí, Jones se viu cercado por um cacete de carros negões. Eram todos muito fodas e grandiosos, tipo caveirões do B.O.P.E, mas não eram caveirões do B.O.P.E, porque caveirões do B.O.P.E são mundialmente conhecidos pelo intimidador embleda da faca na caveira, coisa que os veículos citados não tinham—o que era um alívio e tanto. Imagine só tantas viaturas do B.O.P.E atrás de você! Não há Baiano que tire onda. Restaria apenas suplicar pra não levar a cara.

Jones estava supreso e amedrontadoao mesmo tempo. O que porras poderia ser todo aquele movimento? E o que ele tinha na mão poderia ser tão foda assim? Em meio a todos estes pensamentos desinteressantes (dúvidas enchem o saco quando espostas em demasia, as pessoas gostam de ter certeza de alguma coisa; é um estado natural da alma humana, diriam os enxutos), alguém brandou: “larga essa porra, filho d’uma cabrita leiteira. Isto é propriedade do do estado”, não necessariamente nestas palavras, porque essa gente das forças especiais costuma tentar parecer inteligente ao falar, evitando termos xulos; eles têm medo de atrair o Drámole novamente (NÃO, NOVAMENTE NÃO!).

*Para maior entendimento, ouça isso: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=QLGo-faFKO0#at=119. É uma bela história, envolvendo o dia em que terríveis vilões mandaram chamar o Drámole e os maiores guerreiros da terra se uniram para derrotá-lo.

Ok, essa era de meter o pau no cu. James Lee Jones só não se cagou porque não tinha comido nada. Garrafadas na cabeça, suco de merda e agora isso. Definitivamente havia alguma espécie de ser superior tramando contra ele em algum plano mais elevado da malidicência divina. Chegou a levar em conta a possibilidade de sua ex. ter feito algum tipo de macumba para condená-lo, mas logo deixou esta ideia de lado no instante em que o curioso objeto supostamente aligeninega deus as caras em meio a multidão emitindo uma luz forte, que o fez brilhar muito no Corinthians. Jones tentou largar o objeto, arremessá-lo para longe, fugir dali e o caralho a quatro; pensou que a coisa poderia ser uma espécie de projeto secreto de bomba iraniana enviado do outro lado do mundo para reduzir os Estados Unidos a pé, por mais que se fosse esse o caso, ele soubesse muito bem que não havia como fugir (a esperança é a última que morre—mas mudando um pouco de assunto, não necessariamente nesse caso, pois se Jones era a fonte da esperança aqui citada e, da mesma forma, o ser humano mais próximo do dispositivo, caso este fosse detonado, era obvio que o nosso pequeno herói seria o primeiro a morrer, levando a esperança consigo. Tal fato anularia a firmação que eu acabei de fazer. Enfim, foda-se isso e você também). E, depois de tanto devagar, digo que ele não conseguiu. A porra estava grudadinha na palma de sua mão e ele nada podia fazer para livrar-se dela. Foi quando os caras dos falsos caveirões, sabe-se lá porque, perderam a paciência e tomaram o partido das balas, largando o prego no nosso amigo. Foram rajadas e mais rajadas cortando atravessando o ar alucinadamente, de um jeito que apenas o Zé Graça seria capaz de descrever de uma forma aceitável, valendo-se de seu vocabulário tunado e esgurmitante.

E se você que acompanha essa porra no seguinte blog (https://jogadorcagante.wordpress.com/ –é o local onde, originalmente, eu comecei a postar essa obra de arte) já estava começando a se perguntar o que diabos a porra d’uma história sobre um cachaceiro qualquer tinha a ver com videogames, esse é o início de uma boa jornada épica e reluzente. Para atestar tal afirmação calamitosa, irei descrevêr o que aconteceu depois dessa chuva de balas. Sabe aquele efeito clichê do Dragonball Z que consiste num inimigo jogando uma cacetada de poderes porretas no seu aniversário, de tal forma que acabe erguendo uma parede de fumaça tornado impossível a identificação do estado do mesmo? Foi justo isso o que aconteceu. E da mesma forma que os vilões de Dragonball Z, nossos soldados acharam que tinham dado cabo do grandioso James Lee Jones. E a regra de ouro acabou fazendo valer aqui também: nosso herói não morreu. Ao invés disso, em meio a fumaça, surgiram os tentáculos da danação eterna. De alguma forma, o ataque violento ativou os mecanismos de defesa do dispositivo, que resolveu se defender, liberando suas toxinas no ar e arrebentando todo mundo com os incríveis tentáculos. Foi uma massacre fuderoso. Milhares de soldados mortos, dezenas de famílias desmanteladas e muitas lágrimas de familiares indignados—milhões de dólares em indenizações. Um caos inimaginável por quem nunca leu uma história em quadrinhos.

E o que aconteceu ao nosso herói? Você vai saber na próxima edição, porque agora eu vou voltar a jogar o meu sudoku diário. Até a próxima e muito amor no seu coração.

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